Suplementos Nutricionais – Hidratos de Carbono

Postado por joey em maio 19, 2008 | No Comments

Suplementos Nutricionais – Hidratos de Carbono

Suplementos à Base de Glúcidos (Hidratos de Carbono)
Suplementos à Base de Glucose
Suplementos à base de Fructose
Suplementos à base de Sacarose
Suplementos à base de Malte
Suplementos à base de Maltodextrina
Suplementos à base de Amido

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SUPLEMENTOS À BASE DE GLÚCIDOS (HIDRATOS DE CARBONO)

Os glúcidos (Nos meios desportivos e da cultura física utiliza-se muito mais frequentemente o termo hidratos de carbono, que apesar de significar o mesmo não é, em termos de terminologia científica, tão correcto) constituem um dos grandes grupos de nutrientes, e são como é evidente essenciais para todas as pessoas e em particular para os atletas.

Os suplementos à base de glúcidos existentes no mercado nacional são muito variados, incluindo por vezes na sua composição substâncias não glúcidicas. Um bom exemplo destes suplementos são os incrementadores de peso de que falamos em pormenor mais adiante.
De qualquer forma os glúcidos utilizados nos diversos produtos não são sempre os mesmos, não conferindo por isso aos produtos as mesmas características, em termos de objectivo atlético. Desta forma iremos abordar os diversos tipos de glúcidos utilizados e quais os objectivos pretendidos com a utilização de cada um deles.

Suplementos à base de glucose

A glucose é uma ose (alguns autores utilizam o termo monosacárido), mais concretamente uma hexose muito comum não só nos vegetais (forma livre e combinada, amido, celulose), mas também nos animais (forma livre e 0jnadaglicogénio, nos músculos e fígado constituindo uma forma armazenada de energia). A glucose existente no mercado é produzida a partir da hidrólise do amido.

Os suplementos à base de glucose são utilizados alguns minutos antes de um treino ou competição, com a intenção de se obter um rápido aporte de energia suplementar. Estes suplementos são específicos para provas de esforço de muito curta duração (exemplo, 100 metros em atletismo), não devendo ser utilizados (isoladamente) nas modalidades em que o esforço se prolonga por algum tempo. Na realidade a administração isolada de glucose (Não só da glucose tomada por via oral, como também como é evidente pela glucose de uso intravenoso) provoca na maior parte das pessoas, atletas incluídos, uma produção excessiva de insulina pelo pâncreas resultando posteriormente por muito rápida metabolização da glucose, um estado aproximado ao da hipoglicémia, com consequente baixa de rendimento energético.

Por vezes a glucose é associada à frutose e maltodextrina conjuntamente com electrólitos (que são aqueles elementos que mais facilmente se perdem durante os momentos de transpiração intensa : potássio, sódio, magnésio, cloro, zinco) e em bebidas isotónicas.

Suplementos base de frutose

A frutose é também uma ose (glúcido simples, não hidrolisável) existente em grande quantidade nos frutos e no mel de abelhas, na forma livre e por vezes conjugada com outros glúcidos.

A frutose pura microcristalina existente no mercado de suplementos nutricionais e produtos dietéticos pode ser obtida por extracção a partir das fontes naturais, ou por tratamento a quente da sacarose com ácidos diluídos, ou hidrólise do polisacárido inulina, sendo nestes dois últimos casos apresentada quase sempre sob a forma de xarope de frutose.

No homem a frutose encontra-se em muito pequenas quantidades nas células, com excepção para o líquido seminal, onde constitui o principal alimento energético dos espermatozóides.

A metabolização da frutose não é tão rápida como a da glucose, não conduzindo por isso a desequilíbrios energéticos tão acentuados, podendo assim ser utilizada nas modalidades que exigem esforço prolongado. A frutose deve no entanto ser consumida com parcimónia, pois segundo alguns autores parece induzir à hipercolesterolémia (excesso de colesterol).

A frutose também faz parte de algumas bebidas isotónicas com electrólitos.

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Suplemento à base de sacarose

A sacarose é um diósido (dissacárido) constituído por uma molécula de glucose e outra de frutose. Em nossa opinião em termos metabólicos a sacarose possui as propriedades da glucose e frutose, o que significa níveis de energia mais equilibrados, uma vez que após a glucose ter sido metabolizada em energia*1 , deverá começar a ser utilizada a frutose, não havendo assim uma quebra tão acentuada, como acontece com o uso isolado da glucose.

A sacarose em si possui uma vantagem em relação à utilização conjunta da glucose e da frutose livres, que é o facto de ter um baixo preço, possuindo todavia a desvantagem de poder provocar cárie dentária.
A sacarose é produzida a partir de fontes naturais, cana-de-açúcar ou beterraba.

*1 ATP (Trifosfato de adenosina) é a molécula veículadora de energia nos sistemas biológicos. Os glúcidos sofrem um processo catabólico conducente à produção de ATP.
Os glúcidos além de serem o principal substracto fornecedor de energia, funcionam também como “poupadores” das proteínas musculares, impedindo que a proteína seja degradada em aminoácidos e estes por sua vez catabolizados para uma eventual produção de energia (na falta dos respectivos glúcidos e lípidos).

Suplementos à base de malte

O malte é produzido a partir da cevada germinada, apresentando-se sob a forma de pó. O extracto de malte (de consistência pastosa) obtém se por esgotamento da cevada germinada com concentração do líquido Solvente levada a cabo no vácuo.

Tempo de Absorção de açucar no sangue: Gráficos demonstrando o perfil de utilização metabólica de alguns glúcidos utilizados isoladamente. O malte é um produto composto por variadas substâncias, maltase (enzima que desdobra a maltose), maltose, sacarose, amido, celulose, prótidos, lípidos, minerais e oligoelementos. Como contudo o seu teor em maltose e amido (modificado) é bastante superior ao das outras substâncias, o malte é utilizado como fonte de glúcidos, que em termos de assimilação e metabolismo se poderá considerar semelhante à maltodextrina.

Suplementos à base de maltodextrina

A maltodextrina é constituída por polímeros (moléculas de glucose ligadas umas às outras por ligações covalentes. O peso molecular varia conforme o número de glucoses existentes em cada polímero). de glucose de peso molecular variado.

A maltodextrina é na realidade um amido pré-digerido pois é produzida por hidrólise enzimática a partir do amido de trigo, de batata, ou de milho.
Em relação aos outros glícidos já referidos, a maltodextrina possui a vantagem de não produzir cárie dentária, não induzir a hipercolesterolémia, e particularmente de ser assimilada e consequentemente metabolizada de forma gradual, não produzindo quebras no aporte energético.
A maltodextrina não possui gosto doce, sendo praticamente neutra.

Suplementos à base de amido

O amido é o principal glúcido de reserva nos vegetais (o seu equivalente nos animais é o glucogénio), sendo constituído por dois componentes estruturais, a amilose e a amilopectina, ambos polímeros de D-glucose, com ligações glicosídicas do tipo α-1,4, que conferem à molécula uma tendência para se enrolar em hélice (na amilose), e com ligações do tipo α-1,6 que originam ramificações (na amilopectina).

O amido é o melhor glúcido para consumo regular (ao longo do dia), pois é assimilado gradualmente, não originando quebras no aporte energético e contribuindo para a formação de reservas ao nível do fígado e músculos sob a forma de glucogénio.

O amido existe em grande quantidade nas batatas, arroz e cereais (massas incluídas).
No que respeita aos suplementos nutricionais propriamente ditos, existem dois tipos de suplementos (cujo amido foi extraído e isolado de fontes naturais), os que necessitam de cozedura e os de preparação instantânea, que são sempre amidos ligeiramente modificados (como que pré-digeridos por uma pré-cozedura, sendo posteriormente sujeitos a secagem e pulverização.

A disponibilidade no mercado deste tipo de produtos é muito heterogénea, indo desde os supermercados e mercearias, passando pelas farmácias centros dietéticos e ervanárias, até aos ginásios e clubes desportivos.

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