Suplementos Nutricionais – Mass Gainers e outros produtos

Postado por em maio 19, 2008 | No Comments

Suplementos Nutricionais – Mass Gainers e outros produtos

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Incrementadores de Peso e Optimizadores Metabólicos
Wheight Gainers
Optimizadores Metabólicos
TCM – Triglicéridos de Cadeia média
L-Carnitina
Ácido Málico

INCREMENTADORES DE PESO (Weight Gainers) e OPTIMIZADORES METABÓLICOS

Este tipo de produtos (Anabolic Weight Gains e Metabolic Optimizers) tem como objectivo proporcionar um aumento de peso dos atletas, particularmente dos praticantes de Musculação (especialmente dos culturistas de alta competição).
Todavia o aumento de peso pretendido deve sempre corresponder a um aumento máximo de massa muscular e a um aumento mínimo (ou mesmo nulo) de adiposidades, evitando-se ainda a retenção hídrica.

Acontece ainda que os metabolismos dos atletas variam em conformidade com predisposições genéticas, havendo particularmente alguns com maior predisposição por exemplo para catabolizarem os lípidos do que outros.

Desta forma existem no mercado incrementadores de peso e optimizadores metabólicos com maior ou menor índice de lípidos (gordura).
Mas além dos lípidos que deverão ser de boa origem (polinsaturados ex: óleo de soja, óleo de girassol e óleo de gérmen de trigo, extraídos sob pressão a frio são os únicos a incluir neste tipo de suplementos, na medida em que além de não afectarem negativamente o aparelho cardiovascular, ainda contribuem para a sua saúde), estes suplementos nutricionais incluem sempre em maior percentagem prótidos e glúcidos, Os glúcidos incluídos (que constituem sempre a maior parte do produto) são normalmente associações de frutose e polímeros de glucose (maltodextrina).

Os incrementadores de peso mais actuais costumam incluir também na sua composição, o xilitol, um poliol (substância de natureza glucídica) existente nos vegetais, mas também produzida pelo organismo humano. O xilitol, segundo investigações recentes, parece possuir propriedades anabólicas e anti-catabólicas no que se refere às proteínas. Anotemos entretanto que as vias metabólicas do xilitol no organismo humano, são diferentes das da glucose.

Os prótidos utilizados na produção destes suplementos podem ser os concentrados proteicos ou os hidrolisados enzimáticos de proteína. Esta última opção é a melhor no que respeita à utilização de prótidos neste tipo de suplementos, na medida em que as exigências digestivas passam a ser diminutas, e a assimilação dos aminoácidos (e de alguns péptidos como tal) se efectua com um rendimento quase total, não havendo praticamente “desperdícios” digestivos.
Uma outra e não menos importante vantagem da utilização não só de proteínas pré-digeridas, mas também de polisacáridos (maltodextrina em vez de amidos) e até mesmo de lípidos (glicerol e ácidos gordos em vez de Triglicéridos), está relacionada com o facto de estas substâncias assim elaboradas, além de serem de fácil assimilação como já referimos, não produzirem tão rápida e facilmente sensação de fastio com inevitável diminuição do apetite, como muitas vezes acontece com os suplementos não pré-digeridos, em particular com os concentrados e isolados de proteína.

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Mas estes suplementos além dos referidos nutrientes, incluem ainda outras substâncias, catalizadoras da nutrição. Assim os incrementadores de peso contêm ainda normalmente, vitaminas, minerais e oligoelementos, sendo estes últimos quase sempre quelatados ou complexados*2 com ácidos orgânicos que desempenham importante papel no ciclo de Krebs*3. Incluem também por vezes na sua composição certos aminoácidos livres4, enzimas e coenzimas5 e outras substâncias consideradas ergogénicas e anabolizantes, como por exemplo o ácido ferúlico (O ácido ferúlico é uma substância extraída dos vegetais que parece retardar o catabolismo proteico e acelerar o catabolismo lipídico, aumentando ainda a capacidade atlética de recuperação.) .

Os incrementadores de peso e os optimizadores metabólicos, são constituídos por associações de variadas substâncias (nutrientes e catalizadoras nutricionais). Tal facto não significa que este tipo de suplementos possa pura e simplesmente substituir a utilização isolada das referidas substâncias, na medida em que a utilização das substâncias isoladas se revela muito mais específica, permitindo não só a utilização de dosagens individuais específicas, mas também a aplicação casuística de cada uma das substâncias, acontecendo inclusivamente que em alguns casos se Poderá ou deverá utilizar, por exemplo, um incrementador de peso que contém um determinado perfil de aminoácidos onde se inclui a arginina, mas que seja ainda necessário utilizar um suplemento de arginina isolada, para se poder ter um aporte diário de arginina superior, ou noutro exemplo um optimizador metabólico que apesar de conter algum teor de L-carnitina e ácido ferúlico, deva ser complementado com suplementos isolados destas duas substâncias
.
*2Os quelatos formam-se quando o elemento fica englobado numa estrutura cíclica. Os complexos formam-se sem que esta situação se verifique. Nos dois casos ocorre uma relação que implica a combinação de um dador de electrões (o agente sequestrante) e um receptor de electrões (o elemento).
*3 O ciclo de Krebs ou ciclo do ácido cítrico é de importância capital para o metabolismo dos seres vivos, em particular dos seres humanos, e em especial no que respeita à produção de energia.

Os optimizadores metabólicos e os incrementadores de peso não deverão ser utilizados indefinidamente, como aliás qualquer outro suplemento alimentar, para já não falar das plantas medicinais e dos fármacos, devendo-se sempre, mesmo em períodos de treino intensivo, pre-competição, ou competição, fazer paragens, cuja duração dependerá da situação específica de cada atleta.
Salientemos que por enquanto, em Portugal, os incrementadores de peso são muito mais comuns e procurados que os optimizadores metabólicos. Diga-se também de passagem, que em termos práticos, estes dois tipos de produtos são muito semelhantes.
Este tipo de produtos apresenta-se no mercado nacional, sempre sob a forma de pó solúvel (na água ou leite), e devem ser utilizados conforme as indicações inscritas nas respectivas embalagens.

TCM (Triglicéridos de cadeia média)

Os TCM ou MCT (Medium Chain Triglicerides) são lípidos (gorduras), em relação as quais investigações recentes deixaram transparecer certos pormenores curiosos do seu metabolismo no organismo humano, particular mente dos atletas.

Os TCM são lípidos “clássicos” *1constituídos por glicerol e cadeias de ácidos gordos a ele ligados covalentemente, sendo as cadeias de ácidos gordos de tamanho considerado médio, em relação às de outros triglicéridos que possuem cadeias curtas ou longas.

A estrutura de cadeia média destes triglicéridos determina com efeito um marcado aumento do seu catabolismo, evitando assim uma acumulação ao nível dos adipócitos (células onde a gordura é armazenada), ao contrário dos outros triglicéridos. Assim o fraccionamento rápido dos triglicéridos de cadeia média produz glicerol e ácidos gordos que após degradação a acetilo, irão servir de substracto*2 para a produção de energia (ATP-trifosfato de adenosina) ao nível das mitocôndrias *3.

Desta forma os TCM constituem uma boa fonte energética de utilização mais ou menos rápida*4 não conduzindo, como já referimos, à acumulação de adiposidades (desde que não haja excessos de ingestão e como é evidente se esteja em fase de exercício intenso), sendo uma alternativa aos glúcidos, que em certas ocasiões poderão não ser os mais indicados, ou em associação com estes melhorando assim de certa forma o balanço energético e concomitantemente o rendimento atlético.

Na musculação, mais concretamente na de alta competição, os TCM são bastante utilizados, principalmente quando se está a seguir uma alimentação reduzida em hidratos de carbono (glúcidos)

Não é aconselhável a utilização dos triglicéridos de cadeia média por indivíduos com dificuldades digestivas dos lípidos, insuficiências Hepato-vesiculares em especial. Todavia em alguns casos este inconveniente pode ser ultrapassado com a administração simultânea de enzimas digestivas (pancreatina – lipases) e extractos purificados de bílis.

 

Os TCM apresentam-se normalmente sob a forma de emulsão, e estão disponíveis em ginásios e alguns centros dietéticos. Também se poderão encontrar em alguns suplementos nutricionais de composição complexa e optimizadores metabólicos, inclusive em alguns alimentos dietéticos para crianças, existentes nas farmácias.

*1. Chamamos lípidos “clássicos” aos glicéridos (mono, di, e triglicéridos). Existem no entanto outros lípidos como por exemplo, os fosfolípidos.
*2. O glicerol como glicerofosfato (transformado no fígado), e os ácidos gordos (não esterificados) são utilizados directa e rapidamente pelo fígado tecido muscular.
*3. As mitocôndrias são organelas celulares onde se produz a energia necessária a todo o organismo.
*4. Não tão rápida como a glucose e menos lenta que o amido e maltodextrina, talvez ao nível da frutose segundo alguns investigadores.

CARNITINA

A L-carnitina *1, também apelidada mais raramente por vitamina BT, é um factor coenzimático, que possui uma função carboxílíca terminal, uma função álcool secundária e três funções metilo ligadas a um átomo de azoto (que no seu conjunto constituem uma função betaína).

Os ácidos gordos ligam-se a uma coenzima (a coenzima A) formando-se assim um acil-coenzima A que é solúvel, mas que no entanto não consegue atravessar as membranas celulares, em particular a membrana interna das mitocôndrias.É necessária a contribuição da L-carnitina para que esta travessia se possa efectuar. Assim o radical acilo é cedido pela coenzima A à L-carnitina formando-se a acil-carnitina que atravessa a membrana mitocondrial interna, cedendo já no interior da organela celular o acilo a uma outra molécula de coenzima A.
A L-carnitina é pois um transportador de ácidos gordos para o interior das mitocôndrias onde posteriormente os referidos ácidos gordos irão ser oxidados para a produção de energia (ATP-adenosina trifosfato ou trifosfato de adenosina).

*1 A L-carnitina (forma levógira) é aquela que possui actividade biológica no homem. A d-carnitina (forma dextrógira) é inactiva nos seres humanos.

Estes mecanismos bioquímicos estão na origem da utilização da L-carnitina pelos atletas, muito particularmente pelos culturistas.

O que acontece em termos fisiológicos e estéticos com o recurso à suplementação com esta substância, é um aumento significativo do catabolismo dos lípidos (ácidos gordos) com consequente diminuição da adiposidade corporal acumulada (ou impedindo a sua acumulação), aumentando desta forma a qualidade muscular, realçando-se o recorte e a definição intermusculares, além disto, acontece também que os atletas ao aumentarem a produção de energia a partir dos lípidos, estão a reservar os glúcidos (glicogénio-glucose e também frutose) para um momento posterior, obtendo-se assim uma optimização em termos de produção energética .

Segundo alguns autores, o facto de a l-carnitina também diminuir a velocidade do catabolismo proteico ao nível muscular, ainda contribuirá de forma mais acentuada para os efeitos pretendidos.

A L-carnitina é uma substância biológica isenta de efeitos secundários, que existe em alguns alimentos que consumimos, em particular a carne. Por isso deve em nossa opinião ser considerada um suplemento nutricional (catalizador), e não um fármaco.

A L-carnitina também é usada em regimes de emagrecimento (acompanhados sempre de exercício físico), e em certas cardiopatias.

A L-carnitina é comercializada no nosso país, em farmácias, centros dietéticos, ervanárias e também em alguns ginásios.

ÁCIDO MÁLICO

O ácido málico é um ácido orgânico que desempenha um importante papel no metabolismo celular, particularmente ao nível do ciclo de Krebs, desempenhando funções muito decisivas no que respeita em especial ao metabolismo energético, permitindo a passagem de grupos hidrogenados da mitocôndria para o citoplasma, mesmo quando esta via metabólica se encontra bloqueada por um excesso de iões amoniacais. Desta forma é favorecido o metabolismo oxidativo permitindo-se assim uma elevação média da concentração sanguínea de ácido láctico e concomitantemente uma eliminação mais rápida do respectivo ácido láctico.O ácido láctico é uma substância formada durante os processos metabólicos de produção de energia biológica (ATP-trifosfato de adenosina), e a sua acumulação ao nível do tecido muscular provoca fadiga intensa. A sua produção excessiva verifica-se nos exercícios preponderantemente anaeróbicos (corridas pedestres de velocidade, lançamento do peso e martelo, halterofilia, musculação).

Na prática o ácido málico tem-se revelado bastante interessante, exercendo um efeito favorável durante o esforço e também durante o período de recuperação, inclusive em exercícios preponderantemente aeróbicos. No mercado nacional o ácido málico encontra-se normalmente nos incrementadores de peso e optimizadores metabólicos quase sempre sob a forma complexada com minerais e oligoelementos.

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