Suplementos Nutricionais – Hidratos de Carbono

Postado por em maio 19, 2008 | No Comments

Suplementos Nutricionais – Hidratos de Carbono

Suplementos à Base de Glúcidos (Hidratos de Carbono)
Suplementos à Base de Glucose
Suplementos à base de Fructose
Suplementos à base de Sacarose
Suplementos à base de Malte
Suplementos à base de Maltodextrina
Suplementos à base de Amido

SUPLEMENTOS À BASE DE GLÚCIDOS (HIDRATOS DE CARBONO)

Os glúcidos (Nos meios desportivos e da cultura física utiliza-se muito mais frequentemente o termo hidratos de carbono, que apesar de significar o mesmo não é, em termos de terminologia científica, tão correcto) constituem um dos grandes grupos de nutrientes, e são como é evidente essenciais para todas as pessoas e em particular para os atletas.

Os suplementos à base de glúcidos existentes no mercado nacional são muito variados, incluindo por vezes na sua composição substâncias não glúcidicas. Um bom exemplo destes suplementos são os incrementadores de peso de que falamos em pormenor mais adiante.
De qualquer forma os glúcidos utilizados nos diversos produtos não são sempre os mesmos, não conferindo por isso aos produtos as mesmas características, em termos de objectivo atlético. Desta forma iremos abordar os diversos tipos de glúcidos utilizados e quais os objectivos pretendidos com a utilização de cada um deles.

Suplementos à base de glucose

A glucose é uma ose (alguns autores utilizam o termo monosacárido), mais concretamente uma hexose muito comum não só nos vegetais (forma livre e combinada, amido, celulose), mas também nos animais (forma livre e 0jnadaglicogénio, nos músculos e fígado constituindo uma forma armazenada de energia). A glucose existente no mercado é produzida a partir da hidrólise do amido.

Os suplementos à base de glucose são utilizados alguns minutos antes de um treino ou competição, com a intenção de se obter um rápido aporte de energia suplementar. Estes suplementos são específicos para provas de esforço de muito curta duração (exemplo, 100 metros em atletismo), não devendo ser utilizados (isoladamente) nas modalidades em que o esforço se prolonga por algum tempo. Na realidade a administração isolada de glucose (Não só da glucose tomada por via oral, como também como é evidente pela glucose de uso intravenoso) provoca na maior parte das pessoas, atletas incluídos, uma produção excessiva de insulina pelo pâncreas resultando posteriormente por muito rápida metabolização da glucose, um estado aproximado ao da hipoglicémia, com consequente baixa de rendimento energético.

Por vezes a glucose é associada à frutose e maltodextrina conjuntamente com electrólitos (que são aqueles elementos que mais facilmente se perdem durante os momentos de transpiração intensa : potássio, sódio, magnésio, cloro, zinco) e em bebidas isotónicas.

Suplementos base de frutose

A frutose é também uma ose (glúcido simples, não hidrolisável) existente em grande quantidade nos frutos e no mel de abelhas, na forma livre e por vezes conjugada com outros glúcidos.

A frutose pura microcristalina existente no mercado de suplementos nutricionais e produtos dietéticos pode ser obtida por extracção a partir das fontes naturais, ou por tratamento a quente da sacarose com ácidos diluídos, ou hidrólise do polisacárido inulina, sendo nestes dois últimos casos apresentada quase sempre sob a forma de xarope de frutose.

No homem a frutose encontra-se em muito pequenas quantidades nas células, com excepção para o líquido seminal, onde constitui o principal alimento energético dos espermatozóides.

A metabolização da frutose não é tão rápida como a da glucose, não conduzindo por isso a desequilíbrios energéticos tão acentuados, podendo assim ser utilizada nas modalidades que exigem esforço prolongado. A frutose deve no entanto ser consumida com parcimónia, pois segundo alguns autores parece induzir à hipercolesterolémia (excesso de colesterol).

A frutose também faz parte de algumas bebidas isotónicas com electrólitos.

Suplemento à base de sacarose

A sacarose é um diósido (dissacárido) constituído por uma molécula de glucose e outra de frutose. Em nossa opinião em termos metabólicos a sacarose possui as propriedades da glucose e frutose, o que significa níveis de energia mais equilibrados, uma vez que após a glucose ter sido metabolizada em energia*1 , deverá começar a ser utilizada a frutose, não havendo assim uma quebra tão acentuada, como acontece com o uso isolado da glucose.

A sacarose em si possui uma vantagem em relação à utilização conjunta da glucose e da frutose livres, que é o facto de ter um baixo preço, possuindo todavia a desvantagem de poder provocar cárie dentária.
A sacarose é produzida a partir de fontes naturais, cana-de-açúcar ou beterraba.

*1 ATP (Trifosfato de adenosina) é a molécula veículadora de energia nos sistemas biológicos. Os glúcidos sofrem um processo catabólico conducente à produção de ATP.
Os glúcidos além de serem o principal substracto fornecedor de energia, funcionam também como “poupadores” das proteínas musculares, impedindo que a proteína seja degradada em aminoácidos e estes por sua vez catabolizados para uma eventual produção de energia (na falta dos respectivos glúcidos e lípidos).

Suplementos à base de malte

O malte é produzido a partir da cevada germinada, apresentando-se sob a forma de pó. O extracto de malte (de consistência pastosa) obtém se por esgotamento da cevada germinada com concentração do líquido Solvente levada a cabo no vácuo.

Tempo de Absorção de açucar no sangue: Gráficos demonstrando o perfil de utilização metabólica de alguns glúcidos utilizados isoladamente. O malte é um produto composto por variadas substâncias, maltase (enzima que desdobra a maltose), maltose, sacarose, amido, celulose, prótidos, lípidos, minerais e oligoelementos. Como contudo o seu teor em maltose e amido (modificado) é bastante superior ao das outras substâncias, o malte é utilizado como fonte de glúcidos, que em termos de assimilação e metabolismo se poderá considerar semelhante à maltodextrina.

Suplementos à base de maltodextrina

A maltodextrina é constituída por polímeros (moléculas de glucose ligadas umas às outras por ligações covalentes. O peso molecular varia conforme o número de glucoses existentes em cada polímero). de glucose de peso molecular variado.

A maltodextrina é na realidade um amido pré-digerido pois é produzida por hidrólise enzimática a partir do amido de trigo, de batata, ou de milho.
Em relação aos outros glícidos já referidos, a maltodextrina possui a vantagem de não produzir cárie dentária, não induzir a hipercolesterolémia, e particularmente de ser assimilada e consequentemente metabolizada de forma gradual, não produzindo quebras no aporte energético.
A maltodextrina não possui gosto doce, sendo praticamente neutra.

Suplementos à base de amido

O amido é o principal glúcido de reserva nos vegetais (o seu equivalente nos animais é o glucogénio), sendo constituído por dois componentes estruturais, a amilose e a amilopectina, ambos polímeros de D-glucose, com ligações glicosídicas do tipo α-1,4, que conferem à molécula uma tendência para se enrolar em hélice (na amilose), e com ligações do tipo α-1,6 que originam ramificações (na amilopectina).

O amido é o melhor glúcido para consumo regular (ao longo do dia), pois é assimilado gradualmente, não originando quebras no aporte energético e contribuindo para a formação de reservas ao nível do fígado e músculos sob a forma de glucogénio.

O amido existe em grande quantidade nas batatas, arroz e cereais (massas incluídas).
No que respeita aos suplementos nutricionais propriamente ditos, existem dois tipos de suplementos (cujo amido foi extraído e isolado de fontes naturais), os que necessitam de cozedura e os de preparação instantânea, que são sempre amidos ligeiramente modificados (como que pré-digeridos por uma pré-cozedura, sendo posteriormente sujeitos a secagem e pulverização.

A disponibilidade no mercado deste tipo de produtos é muito heterogénea, indo desde os supermercados e mercearias, passando pelas farmácias centros dietéticos e ervanárias, até aos ginásios e clubes desportivos.

 

Arquivado Sob: Suplementação

Suplementos Nutricionais – Mass Gainers e outros produtos

Postado por em maio 19, 2008 | No Comments

Suplementos Nutricionais – Mass Gainers e outros produtos

Incrementadores de Peso e Optimizadores Metabólicos
Wheight Gainers
Optimizadores Metabólicos
TCM – Triglicéridos de Cadeia média
L-Carnitina
Ácido Málico

INCREMENTADORES DE PESO (Weight Gainers) e OPTIMIZADORES METABÓLICOS

Este tipo de produtos (Anabolic Weight Gains e Metabolic Optimizers) tem como objectivo proporcionar um aumento de peso dos atletas, particularmente dos praticantes de Musculação (especialmente dos culturistas de alta competição).
Todavia o aumento de peso pretendido deve sempre corresponder a um aumento máximo de massa muscular e a um aumento mínimo (ou mesmo nulo) de adiposidades, evitando-se ainda a retenção hídrica.

Acontece ainda que os metabolismos dos atletas variam em conformidade com predisposições genéticas, havendo particularmente alguns com maior predisposição por exemplo para catabolizarem os lípidos do que outros.

Desta forma existem no mercado incrementadores de peso e optimizadores metabólicos com maior ou menor índice de lípidos (gordura).
Mas além dos lípidos que deverão ser de boa origem (polinsaturados ex: óleo de soja, óleo de girassol e óleo de gérmen de trigo, extraídos sob pressão a frio são os únicos a incluir neste tipo de suplementos, na medida em que além de não afectarem negativamente o aparelho cardiovascular, ainda contribuem para a sua saúde), estes suplementos nutricionais incluem sempre em maior percentagem prótidos e glúcidos, Os glúcidos incluídos (que constituem sempre a maior parte do produto) são normalmente associações de frutose e polímeros de glucose (maltodextrina).

Os incrementadores de peso mais actuais costumam incluir também na sua composição, o xilitol, um poliol (substância de natureza glucídica) existente nos vegetais, mas também produzida pelo organismo humano. O xilitol, segundo investigações recentes, parece possuir propriedades anabólicas e anti-catabólicas no que se refere às proteínas. Anotemos entretanto que as vias metabólicas do xilitol no organismo humano, são diferentes das da glucose.

Os prótidos utilizados na produção destes suplementos podem ser os concentrados proteicos ou os hidrolisados enzimáticos de proteína. Esta última opção é a melhor no que respeita à utilização de prótidos neste tipo de suplementos, na medida em que as exigências digestivas passam a ser diminutas, e a assimilação dos aminoácidos (e de alguns péptidos como tal) se efectua com um rendimento quase total, não havendo praticamente “desperdícios” digestivos.
Uma outra e não menos importante vantagem da utilização não só de proteínas pré-digeridas, mas também de polisacáridos (maltodextrina em vez de amidos) e até mesmo de lípidos (glicerol e ácidos gordos em vez de Triglicéridos), está relacionada com o facto de estas substâncias assim elaboradas, além de serem de fácil assimilação como já referimos, não produzirem tão rápida e facilmente sensação de fastio com inevitável diminuição do apetite, como muitas vezes acontece com os suplementos não pré-digeridos, em particular com os concentrados e isolados de proteína.

Mas estes suplementos além dos referidos nutrientes, incluem ainda outras substâncias, catalizadoras da nutrição. Assim os incrementadores de peso contêm ainda normalmente, vitaminas, minerais e oligoelementos, sendo estes últimos quase sempre quelatados ou complexados*2 com ácidos orgânicos que desempenham importante papel no ciclo de Krebs*3. Incluem também por vezes na sua composição certos aminoácidos livres4, enzimas e coenzimas5 e outras substâncias consideradas ergogénicas e anabolizantes, como por exemplo o ácido ferúlico (O ácido ferúlico é uma substância extraída dos vegetais que parece retardar o catabolismo proteico e acelerar o catabolismo lipídico, aumentando ainda a capacidade atlética de recuperação.) .

Os incrementadores de peso e os optimizadores metabólicos, são constituídos por associações de variadas substâncias (nutrientes e catalizadoras nutricionais). Tal facto não significa que este tipo de suplementos possa pura e simplesmente substituir a utilização isolada das referidas substâncias, na medida em que a utilização das substâncias isoladas se revela muito mais específica, permitindo não só a utilização de dosagens individuais específicas, mas também a aplicação casuística de cada uma das substâncias, acontecendo inclusivamente que em alguns casos se Poderá ou deverá utilizar, por exemplo, um incrementador de peso que contém um determinado perfil de aminoácidos onde se inclui a arginina, mas que seja ainda necessário utilizar um suplemento de arginina isolada, para se poder ter um aporte diário de arginina superior, ou noutro exemplo um optimizador metabólico que apesar de conter algum teor de L-carnitina e ácido ferúlico, deva ser complementado com suplementos isolados destas duas substâncias
.
*2Os quelatos formam-se quando o elemento fica englobado numa estrutura cíclica. Os complexos formam-se sem que esta situação se verifique. Nos dois casos ocorre uma relação que implica a combinação de um dador de electrões (o agente sequestrante) e um receptor de electrões (o elemento).
*3 O ciclo de Krebs ou ciclo do ácido cítrico é de importância capital para o metabolismo dos seres vivos, em particular dos seres humanos, e em especial no que respeita à produção de energia.

Os optimizadores metabólicos e os incrementadores de peso não deverão ser utilizados indefinidamente, como aliás qualquer outro suplemento alimentar, para já não falar das plantas medicinais e dos fármacos, devendo-se sempre, mesmo em períodos de treino intensivo, pre-competição, ou competição, fazer paragens, cuja duração dependerá da situação específica de cada atleta.
Salientemos que por enquanto, em Portugal, os incrementadores de peso são muito mais comuns e procurados que os optimizadores metabólicos. Diga-se também de passagem, que em termos práticos, estes dois tipos de produtos são muito semelhantes.
Este tipo de produtos apresenta-se no mercado nacional, sempre sob a forma de pó solúvel (na água ou leite), e devem ser utilizados conforme as indicações inscritas nas respectivas embalagens.

TCM (Triglicéridos de cadeia média)

Os TCM ou MCT (Medium Chain Triglicerides) são lípidos (gorduras), em relação as quais investigações recentes deixaram transparecer certos pormenores curiosos do seu metabolismo no organismo humano, particular mente dos atletas.

Os TCM são lípidos “clássicos” *1constituídos por glicerol e cadeias de ácidos gordos a ele ligados covalentemente, sendo as cadeias de ácidos gordos de tamanho considerado médio, em relação às de outros triglicéridos que possuem cadeias curtas ou longas.

A estrutura de cadeia média destes triglicéridos determina com efeito um marcado aumento do seu catabolismo, evitando assim uma acumulação ao nível dos adipócitos (células onde a gordura é armazenada), ao contrário dos outros triglicéridos. Assim o fraccionamento rápido dos triglicéridos de cadeia média produz glicerol e ácidos gordos que após degradação a acetilo, irão servir de substracto*2 para a produção de energia (ATP-trifosfato de adenosina) ao nível das mitocôndrias *3.

Desta forma os TCM constituem uma boa fonte energética de utilização mais ou menos rápida*4 não conduzindo, como já referimos, à acumulação de adiposidades (desde que não haja excessos de ingestão e como é evidente se esteja em fase de exercício intenso), sendo uma alternativa aos glúcidos, que em certas ocasiões poderão não ser os mais indicados, ou em associação com estes melhorando assim de certa forma o balanço energético e concomitantemente o rendimento atlético.

Na musculação, mais concretamente na de alta competição, os TCM são bastante utilizados, principalmente quando se está a seguir uma alimentação reduzida em hidratos de carbono (glúcidos)

Não é aconselhável a utilização dos triglicéridos de cadeia média por indivíduos com dificuldades digestivas dos lípidos, insuficiências Hepato-vesiculares em especial. Todavia em alguns casos este inconveniente pode ser ultrapassado com a administração simultânea de enzimas digestivas (pancreatina – lipases) e extractos purificados de bílis.

Os TCM apresentam-se normalmente sob a forma de emulsão, e estão disponíveis em ginásios e alguns centros dietéticos. Também se poderão encontrar em alguns suplementos nutricionais de composição complexa e optimizadores metabólicos, inclusive em alguns alimentos dietéticos para crianças, existentes nas farmácias.

*1. Chamamos lípidos “clássicos” aos glicéridos (mono, di, e triglicéridos). Existem no entanto outros lípidos como por exemplo, os fosfolípidos.
*2. O glicerol como glicerofosfato (transformado no fígado), e os ácidos gordos (não esterificados) são utilizados directa e rapidamente pelo fígado tecido muscular.
*3. As mitocôndrias são organelas celulares onde se produz a energia necessária a todo o organismo.
*4. Não tão rápida como a glucose e menos lenta que o amido e maltodextrina, talvez ao nível da frutose segundo alguns investigadores.

CARNITINA

A L-carnitina *1, também apelidada mais raramente por vitamina BT, é um factor coenzimático, que possui uma função carboxílíca terminal, uma função álcool secundária e três funções metilo ligadas a um átomo de azoto (que no seu conjunto constituem uma função betaína).

Os ácidos gordos ligam-se a uma coenzima (a coenzima A) formando-se assim um acil-coenzima A que é solúvel, mas que no entanto não consegue atravessar as membranas celulares, em particular a membrana interna das mitocôndrias.É necessária a contribuição da L-carnitina para que esta travessia se possa efectuar. Assim o radical acilo é cedido pela coenzima A à L-carnitina formando-se a acil-carnitina que atravessa a membrana mitocondrial interna, cedendo já no interior da organela celular o acilo a uma outra molécula de coenzima A.
A L-carnitina é pois um transportador de ácidos gordos para o interior das mitocôndrias onde posteriormente os referidos ácidos gordos irão ser oxidados para a produção de energia (ATP-adenosina trifosfato ou trifosfato de adenosina).

*1 A L-carnitina (forma levógira) é aquela que possui actividade biológica no homem. A d-carnitina (forma dextrógira) é inactiva nos seres humanos.

Estes mecanismos bioquímicos estão na origem da utilização da L-carnitina pelos atletas, muito particularmente pelos culturistas.

O que acontece em termos fisiológicos e estéticos com o recurso à suplementação com esta substância, é um aumento significativo do catabolismo dos lípidos (ácidos gordos) com consequente diminuição da adiposidade corporal acumulada (ou impedindo a sua acumulação), aumentando desta forma a qualidade muscular, realçando-se o recorte e a definição intermusculares, além disto, acontece também que os atletas ao aumentarem a produção de energia a partir dos lípidos, estão a reservar os glúcidos (glicogénio-glucose e também frutose) para um momento posterior, obtendo-se assim uma optimização em termos de produção energética .

Segundo alguns autores, o facto de a l-carnitina também diminuir a velocidade do catabolismo proteico ao nível muscular, ainda contribuirá de forma mais acentuada para os efeitos pretendidos.

A L-carnitina é uma substância biológica isenta de efeitos secundários, que existe em alguns alimentos que consumimos, em particular a carne. Por isso deve em nossa opinião ser considerada um suplemento nutricional (catalizador), e não um fármaco.

A L-carnitina também é usada em regimes de emagrecimento (acompanhados sempre de exercício físico), e em certas cardiopatias.

A L-carnitina é comercializada no nosso país, em farmácias, centros dietéticos, ervanárias e também em alguns ginásios.

ÁCIDO MÁLICO

O ácido málico é um ácido orgânico que desempenha um importante papel no metabolismo celular, particularmente ao nível do ciclo de Krebs, desempenhando funções muito decisivas no que respeita em especial ao metabolismo energético, permitindo a passagem de grupos hidrogenados da mitocôndria para o citoplasma, mesmo quando esta via metabólica se encontra bloqueada por um excesso de iões amoniacais. Desta forma é favorecido o metabolismo oxidativo permitindo-se assim uma elevação média da concentração sanguínea de ácido láctico e concomitantemente uma eliminação mais rápida do respectivo ácido láctico.O ácido láctico é uma substância formada durante os processos metabólicos de produção de energia biológica (ATP-trifosfato de adenosina), e a sua acumulação ao nível do tecido muscular provoca fadiga intensa. A sua produção excessiva verifica-se nos exercícios preponderantemente anaeróbicos (corridas pedestres de velocidade, lançamento do peso e martelo, halterofilia, musculação).

Na prática o ácido málico tem-se revelado bastante interessante, exercendo um efeito favorável durante o esforço e também durante o período de recuperação, inclusive em exercícios preponderantemente aeróbicos. No mercado nacional o ácido málico encontra-se normalmente nos incrementadores de peso e optimizadores metabólicos quase sempre sob a forma complexada com minerais e oligoelementos.

 

Arquivado Sob: Suplementação

Suplementos Nutricionais – Enzimas e Coenzimas

Postado por em maio 19, 2008 | 1 Comment

Suplementos Nutricionais – Enzimas e Coenzimas

Enzimas e Coenzimas
Enzimas
Coenzimas
Pancreatina
Bromelaina
Papaina
Cobabamida
Coenzima Q10
Colostro

ENZIMAS E COENZIMAS

Enzimas
Os produtos existentes no mercado que incluem na sua composição enzimas podem ser de dois tipos, produtos que apenas contêm enzimas, e produtos que contêm enzimas associadas a concentrados proteicos. Estas enzimas são quase sempre enzimas proteolíticas (hidrolisam ,desdobram, as proteínas e os polipéptidos, em péptidos e aminoácidos), e são utilizadas com o intuito de facilitar a digestão e assimilação das proteínas.

As enzimas proteolíticas mais utilizadas são as seguintes:
pancreatina é concretamente um extracto pancreático normalmente de origem bovina, que pode ter várias titulações de proteases, mas também possui titulação de amilases (enzimas que provocam a hidrólise do amido, reduzindo-o a pequenas moléculas de glicose), e titulação de lipases (enzimas que após a acção da bílis sobre os lípidos complexos (triglicéridos) os desdobram em glicerol e ácidos gordos;

Papaína e bromelaína
– duas enzimas proteolíticas extraídas de vegetais (a primeira da papaia e a segunda do ananás).
Além destas enzimas (que estruturalmente como é sabido também são proteínas) também se utilizam no desporto emusculação, algumas coenzimas (que estruturalmente variam bastante, podendo ou não apresentar estrutura protídica). As coenzimas utilizadas actualmente no meio atlético são as seguintes: cobamamida (também designada nos Estados Unidos por dibencozide), é a 5-adenosilcobalamína, uma coenzima derivada da vitamina B12, que desempenha uma importante função na síntese dos ácidos ribonucleicos, estimulando assim a síntese das proteínas e o desenvolvimento celular; coenzima Q10 – trata-se de uma ubiquinona (a ubidecarenona) composto derivado de benzoquinonas, que participa no transporte de electrões na cadeia respiratória ao nível das mitocôndrias (organela celular responsável pela produção de energia (ATP) a fornecer a todo o organismo, Estas coenzimas apresentam-se no mercado sob a forma de cápsulas e comprimidose estão disponíveis em farmácias sob várias designações comerciais, e também em algumas ervanárias e centros dietéticos.

COLOSTRO
O colostro é a primeira secreção das glândulas mamárias. É um líquido viscoso, que difere bastante do leite e possui funções fisiológicas próprias.
A composição do colostro varia consideravelmente com o tempo, sendo o seu teor em prótidos (que neste caso são o que para nós tem mais interesse) bastante mais elevado desde logo após o parto até cerca de doze horas depois. Algumas empresas norte-americanas dedicadas á Investigação e produção de suplementos nutricionais para o desporto emusculação, desenvolveram nos últimos anos produtos a base de colostro de bovinos porque, segundo aquelas mesmas empresas, o colostro possui não só uma actividade estimulante da síntese proteíca, mas também parece exercer uma actividade retardante do catabolismo das proteínas que constituem o tecido muscular.

As equipas dedicadas a investigação nas mesmas empresas adiantam que o colostro possui um elevado teor de factores peptídicos de crescimento com estrutura semelhante a insulina abreviadamente designados por (IGF), do anglo saxónico (Insulin-like Growth-Factors), e que estes IGF, como é sabido da bioquímica dinâmica, possuem efeitos metabólicos tendentes a aumentar o crescimento dos tecidos, estimulando o transporte dos aminoácidos e a síntese das proteínas nas células musculares lisas, e a síntese dos proteoglicanos e do colagénio pelos condrócitos (células do tecido cartilagíneo). Pessoalmente pensamos que estes factos metabólicos não servem de fundamento para valorizar cientificamente a utilização (por enquanto) do colostro como suplemento nutricional no desporto e cultura física, pois que aquelas actividades bioquímicas apenas são próprias dos indivíduos jovens em crescimento.

 

Arquivado Sob: Suplementação

A Digestão das Proteínas

Postado por em maio 19, 2008 | No Comments

Digestão das Proteínas

As proteínas dos alimentos, quer de origem animal, quer vegetal, só começam a ser digeridas no estômago, e a sua decomposição até que sejam libertados os ácidos aminados que as constituem, prossegue no intestino, onde se passam as fases principais.

No estômago, as substâncias quimicamente activas são o ácido clorídrico, o pepsinogénio e o lab-fermento (quimosina ou refina).

As acções do ácido clorídrico consistem principalmente na acidificação do meio gástrico e no seu efeito hidrolítico. Activa o pepsinegénio, transformando-o em pepsina, destrói os micróbios que possam estar presentes e ao chegar ao duodeno desencadeia diversos automatismos essenciais para a digestão das proteínas, em especial as secreções pancreática e intestinal.
A desnaturação das proteínas pelo ácido clorídrico, em resultado da destruição das ligações hidrogénio condicionadoras da estrutura terciária, que desaparece, facilita as acções dos enzimas proteolíticos, uma vez que as cadeias de polipéptidos perderam a forma dobrada em que se encontravam e ficam mais acessíveis ao ataque enzimático.
A digestão das proteínas é iniciada no estômago pela pepsina, que tem origem nas células principais sob a forma de fermento inactivo — o pepsinogénio. O pH óptimo de activação deste é 1,5, e a pepsina torna-se inactiva a pH 5. A activação da pepsina é desencadeada, no meio ácido adequado, por moléculas de outro pepsinogénio que desdobram o pepsinogénio inactivo, seguindo-se a acção da pepsina activa que, por autocatálise, activa novas moléculas de pepsinogénio.

A pepsina transforma as proteínas desnaturadas pelo ácido clorídrico em proteoses e estas em peptonas, que são ainda polipéptidos, de grandes moléculas (peso molecular: 600-3000). Hidrolisa as ligações peptídicas, dentro da estrutura dos polipéptidos, pelo que se trata de uma endopeptidase, actuando especificamente nas ligações formadas pelos ácidos aminados dicarboxulicos e aromáticos. As proteoses e as peptonas formadas são incoaguláveis pelo calor e solúveis na água. A solubilização das proteínas, pela formação destes derivados, parece ser a função principal da pepsina.

O lab-fermento é também uma secreção das células principais do fundo do estômago, segundo parece, e provoca a coagulação específica do leite, cujas proteínas são então dissociadas em proteínas solúveis e em caseína, que precipita sob a forma de caseinato de cálcio. Na presença de cálcio, o lab-fermento transforma irreversivelmente a caseína em paracascína, a qual á depois atacada pela pepsina. O coágulo formado pelo leite de vaca é bastante mais grosseiro, com grânulos mais volumosos, do que o de leite de mulher. A casína precipitada á ressolubilizada pela acção da pepsina. Parece estar ausente do estômago dos adultos.
No intestino, as proteínas e péptidos chegados do estômago são atacados pelos fermentos do suco pancreático, sucessivamente, primeiro pela tripsina e quirnotripsina, que desdobram as proteínas, proteoses e peptonas em polipéptidos. Os dois enzimas são segregados sob a forma inactiva, de tripsinogénio e de quimotripsinogénio, sendo o primeiro activado pelo fermento intestinal, enteroquinase, e o segundo pela própria tripsina, à medida que esta vai sendo activada. A tripsina rompe especificamente as ligações peptídicas dos ácidos aminados básicos, enquanto a quimotripsina é específica para as ligações dos ácidos aminados aromáticos e outros resíduos não carregados no interior dos péptidos.
O pâncreas segrega ainda carboxipeptidases, sob a forma de procarboxipeptidases inactivas, que a tripsina transforma em enzimas actuantes, os quais atacam os polipéptidos produzidos nas acções das enzimas anteriores (endopeptidases), rompendo as ligações carboxilo terminais e libertando os ácidos aminados.
As proteases pancreáticas libertam pequenos péptidos com 2, 3 ou 4 ácidos aminados e alguns ácidos aminados, sobretudo tirosina e triptofano.
O suco intestinal segrega vários enzimas com acção sobre os derivados das proteínas libertados anteriormente, incluindo a enteroquinase, activadora da tripsina.
A aminopeptidase é uma exopeptidase que ataca as ligações peptídicas próximas do azoto terminal dos ácidos aminados dos péptidos e polipéptidos. As dipeptidases, com especificidade variada, actuam sobre os dipéptidos, libertando os respectivos ácidos aminados.
A fosfatase actua removendo o fosfato das combinações orgânicas, incluindo os nucleótidos derivados da dieta e da digestão dos ácidos nucleicos pelas nucleases.

As polinucleotidases fraccionam os ácidos nucleicos em nucleótidos, que vão depois ser desdobrados pelas nucleosidases (nucleósido-fosforilases), libertando as bases púricas ou pirimídicas e as pentoses-fosfato.
As nucleoproteínas são, assim, sucessivamente desdobradas:
pela pepsina, dando proteínas e nucleínas; pela tripsina, dando proteínas e ácidos nucleicos; pela acção das nucleases, que vão dar nucleótidos, seguidamente atacados pelas nucleotidases, para darem ácido fosfórico e nucleósidos; estes, finalmente, pela acção das nucleosidases libertam as bases púricas ou pirimídicas e as pentoses.
Na parte final do intestino, cólon esquerdo, alguns compostos azotados podem ser substrato de acções bacterianas de putrefacção, com libertação de aminas de cheiro característico, que são bases provenientes da descarboxilação (perda do radical ácido COOH) de ácidos aminados, como a alanina, que dá a etilalanina, a tirosina, a tiramina, e a histidina, a histamina. Também há formação de indol e escatol, por desaminação (perda do radical básico NH2) e descarboxilação do triptofano, e de fenol, a partir dos ácidos aminados fenilalanina e tirosina.

 

Arquivado Sob: Nutrição

A Absorção das Proteínas

Postado por em maio 19, 2008 | 1 Comment

A Absorção das Proteínas

Nas condições normais, as proteínas dos alimentos são quase completamente digeridas, dependendo o coeficiente de digestão da natureza das proteínas e da quantidade de fibra da dieta, principalmente.
Os produtos finais da digestão são ácidos aminados, mas é possível que a hidrólise completa de alguns dipéptidos seja terminada no interior das células do intestino.A absorção dá-se no jejuno, por difusão, para as formas D, e por transporte activo, para as formas L dos isómeros naturais que são transportados para o interior das células da mucosa e destas para a serosa e vasos sanguíneos. A vitamina B6 (fosfato de piridoxal) estaria envolvida nesta transferência, que é energia -dependente (fosforilação oxidativa) e semelhante para a absorção da glicose.

Na absorção parece haver interferência de alguns ácidos aminados com outros, especialmente quando um ácido aminado está presente em quantidade excessiva para a sua absorção imediata, que levaria a retardar a absorção de outros.
Os defeitos da absorção das proteínas ocorrem principalmente em pessoas com perturbações do funcionamento da mucosa intestinal, tal como acontece nas crianças com a doença celíaca e o sprue nos adultos, e conduzem à passagem à sensibilização dessas pessoas para certas proteínas e às reacções consequentes de tipo anafiláctico quando as ingerem.

Sabe-se que as proteínas e polipéptidos são antigénicos (estimulam respostas imunológicas) só quando as suas moléculas têm dimensões relativamente grandes, superiores às dos péptidos.
No caso particular do sprue, os polipéptidos resultantes do desdobramento da proteína do trigo, chamada glúten, pela pepsina e tripsina, têm acção agressiva sobre a mucosa intestinal e, ao passarem para a circulação depois de absorvidos, são capazes de estimular a produção de anticorpos específicos, os quais se encontram com frequência no sangue destas pessoas. Foi identificado um polipéptido de pequeno tamanho, com 6-7 ácidos aminados, contendo glutamina e prolina, que tem efeito muito activo no desencadear das perturbações indicadas.
A malabsorção dos produtos da digestão de proteínas acompanha-se de sintomas gerais de sensibilização, incluindo edema e manifestações cutâneas alérgicas, e osteoporose.

 

Arquivado Sob: Nutrição

Older Entries   Newer Entries

Tags

 
Clique Aqui!